Os meus delírios pertencem a mim, e ninguém pode tirar isto
de mim, e assim vivo minha vida, sentindo, amando e sofrendo como um ser humano
normal deste mundo, que sofre, que chora, sorri e vive sua vida como qualquer
um.
Eu ainda não sei porque, mas me sinto perdido nos meus sentimentos,
mas, muitas vezes o fato de eu estar perdido me faz crer que as pessoas de fora
me fazem pensar que estou errando em algo.
Fico triste e me desespero por não está sendo útil as
pessoas que amo, mas, ao mesmo tempo me sinto confuso ao pensar se devo mesmo
fazer com que as pessoas se sintam bem, com relação ao que sinto.
Eu me assusto com a severidade com as pessoas querem que eu
resolva os problemas delas, me sinto sufocado por ter que lembrar um irmão que
ele não deve usar droga, ou falar para minha esposa que ela deve estudar, ter
uma vida acadêmica para não depender de mim para sempre.
Eu me sinto fraco e perdido, e muitas vezes violado na
questão sentimental, por não ter espaço para mim na vida das outras pessoas.
E quando sou eu que quer um concelho?
E quando sou eu que
quer ser acariciado e ser entendido?
O que devo fazer
quando me sinto fraco e perdido neste mundo?
Perguntas que não sei como responder, pois não encontro alguém
para desabafar e liberar minha fúria sentimental, mesmo que seja somente para
chorar.
Me sinto obrigado ajudar quem amo, mas também quero ser ajudado,
e encontro aqui nos meus textos, um local para desabafar e para deixar a
liquidez dos meus sentimentos esvaírem pelo chão das palavras que aqui escrevo.
Como diz no título, o que sinto é só meu, e continuará
sempre sendo, mas todo ser humano deveria ter uma válvula de escape, e nem
sempre temos esta abertura para sair e quebrar tudo, ou sair e deixar de ser o
homem ou mulher que sempre somos.
Fica o meu pedido! Deixa eu soltar meus gritos e meus
sentimentos, deixa eu também chorar e ver as minhas lagrimas, parem de pedir
ajuda, e me ajudem!

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